O navegador, aquela janela para o horizonte infinito da internet, está prestes a ganhar novas funcionalidades.
Ainda em junho, após três anos de desenvolvimento e seis meses de testes com o público, o Mozilla, desenvolvedor de navegador rebelde que surgiu das cinzas do Netscape, irá lançar o Firefox 3.0. Ele vai oferecer novos truques que podem mudar a forma como as pessoas organizam e encontram os sites que visitam com mais freqüência.
Para não ficar para trás, a Microsoft anunciou recentemente a primeira versão beta (de testes) da última edição do Internet Explorer, que é usado por cerca de 75% dos proprietários de computadores, de acordo com a Net Applications, uma empresa de monitoramento de participação de mercado. A versão final do Internet Explorer 8 poderá ser lançada até o fim do ano e, espera-se, terá funcionalidades adicionais.
Até mesmo a Apple, que mantinha seu navegador Safari timidamente confinado em suas próprias máquinas, está dando um passo ousado para entrar nos computadores de usuários do Windows.
Em outras palavras, a guerra dos navegadores – que envolveu a Microsoft em problemas antitruste nos anos 1990 – está se acirrando novamente.
“O navegador típico do consumidor de hoje não é nem um pouco diferente do navegador de dez anos atrás”, afirmou Larry Cheng, sócio da Fidelity Ventures, uma das empresas que investiu no Flock, um navegador novo no mercado. “Essa é uma tendência insustentável que representa o ponto de partida para a segunda guerra dos navegadores, que não será vencida pela força monopolística, mas pela inovação”. |